
A terceira live da websérie Genômica e Saúde de Precisão destacou o papel estratégico do navegador em saúde na organização das redes de atenção. Esses profissionais atuam como guias da jornada do paciente, acompanhando desde o diagnóstico até o tratamento, garantindo que cada etapa seja cumprida com acolhimento, resolutividade e integração em rede.
Especialistas ressaltaram que a navegação em saúde é fundamental para enfrentar alguns dos maiores desafios do SUS, especialmente em oncologia e cardiologia: a fragmentação do cuidado, as barreiras de acesso e as desigualdades regionais. Ao lado da regulação e da articulação entre referência e contrarreferência, o navegador ajuda a dar fluidez aos fluxos assistenciais e a reduzir o risco de que pacientes se percam no caminho.
As experiências do Amazonas, Pará e Rondônia, apresentadas na live, mostraram na prática como a navegação tem contribuído para transformar realidades em territórios desafiadores pela distância entre serviços, pela escassez de recursos e pelas vulnerabilidades sociais. Nessas regiões, a presença do navegador tem possibilitado encurtar percursos, ampliar a adesão ao tratamento e aproximar a saúde de precisão das famílias.
“Quando a gente identificou que essa paciente, ela é ribeirinha, ela mora distante, ela às vezes vem pra cá e tem que voltar no dia seguinte porque o barco não espera o paciente. Ela vai pra consulta com o médico, ela vai no psicólogo, ela vai no fisioterapeuta, no mesmo dia ela consegue fazer tudo. Então quem que faz isso? É o serviço de navegação. Então ela tá sendo bem assistida”, destacou Delciany Mylla de Aguiar Parente, enfermeira da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo situada na região Norte, durante a live.
Além da prática assistencial, o episódio também destacou como a navegação em saúde pode gerar impactos positivos na gestão: organização de fluxos, melhor uso dos recursos e fortalecimento da rede de atenção. Essa é uma estratégia que dialoga diretamente com os objetivos do Mapa Genoma Brasil, que busca consolidar novos paradigmas de cuidado baseados em ciência, inovação e equidade.
Para assistir ao episódio completo, acesse o link:

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